sexta-feira, 25 de março de 2011

Pistas Pastorais Para o Novo Milênio - Enfocar a centralidade de Jesus Cristo - Pe. Jorge Boran

No passado, a tendência de enfatizar em demasia as dimensões psicológicas, recreativas ou sociais da fé colocou importantes elementos da identidade cristã nos bastidores. Dentre todos estes, o principal é a centralidade de Jesus Cristo. A meta principal da pastoral da juventude é evangelizar os jovens, colocá-los em contato com a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo. Tudo o que fizermos deve fazer parte de um processo mais amplo, que tem em seu ponto culminante, a fé pessoal num Deus que tomou a forma humana na pessoa de Jesus Cristo. Trata-se de uma fé que é um encontro pessoal mais do que o estudo de doutrina abstrata. Esse é o centro do processo de evangelização; se deixarmos isso de fora, perdemos nossa identidade.

Os adolescentes podem fazer parte de grupos de jovens por diversas razões: o ambiente amigável e receptivo, a necessidade de partilhar suas dificuldades com outros, a vontade de formar um relacionamento mais profundo com alguém do sexo oposto. Assessores da juventude experientes e educadores religiosos percebem que pode existir muito pouca fé pessoal envolvida. Estão conscientes de que, enquanto as necessidades humanas são um ponto de partida importante, elas não são a meta final.

Todavia, para muitos, Jesus é uma imagem distante, de dois mil anos atrás, com nada para dizer aos desafios que eles enfrentam diariamente em suas vidas. Conseqüentemente, a metodologia e a estratégia usadas para facilitar o encontro pessoal dos jovens com a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo devem levar em consideração suas psicologia e culturas. Uma abordagem tradicional tende a "desligar os jovens". O desafio é contar a história de Jesus de tal forma que ele seja visto, atualmente, vivo e relevante. As celebrações bem preparadas podem ser meios privilegiados para atingir esse objetivo.

Conversando sobre o assunto
1. Quais são as idéias importantes neste texto?
2. O que significa Jesus Cristo para a maioria dos Jovens que você conhece?
3. O que significa Jesus Cristo para você?
4. Como trabalhar a centralidade de Cristo em nosso grupo ou pastoral?

Pe. Jorge Boran
Presidente do CCJ,

Pistas Pastorais Para o Novo Milênio Cuidar da qualidade de vida dos líderes - Pe. Jorge Boran

Enquanto as gerações anteriores de líderes eram freqüentemente preparadas para se dedicarem de corpo e alma a uma causa, sem levar em conta o custo pessoal, esse não é o caso atual. 


Aqueles que trabalham com a mocidade devem ajudar os líderes a encontrar tempo para si mesmos, tempo para relaxar, para bater papo, para tratar dos próprios problemas pessoais, para rezar. Muitos líderes são muito generosos e querem abraçar o mundo. Freqüentemente, carecem de prioridades e tendem a assumir compromissos demais. 


Finalmente, tornam-se sobrecarregados, consomem-se e sucumbem. Perguntou-se a um jovem comprometido: "Quanto tempo você vai continuar?". A resposta: "Por tanto tempo quanto me sentir bem com isso". Uma resposta que revela uma nova mentalidade de uma nova geração de jovens.

Os líderes da juventude precisam ser treinados nas técnicas de administração de tempo de forma que possam dar conta de múltiplas tarefas concomitantemente e ainda encontrar tempo para si mesmos, para relaxar, para aprofundar relacionamentos e para cultivar uma vida espiritual pessoal. Isso pode significar pôr no papel os compromissos, elaborar listas de tarefa para serem completadas, ter prioridades, fazer planejamentos para o futuro de modo a obter tempo para ter uma preparação séria, usando ferramentas para poupar tempo, tais como telefones, fax e correio.

Mas existem motivos que vão além dos puramente pragmáticos, que visam evitar o desgaste e a perda de líderes importantes. Devemos preocupar-nos com uma formação que seja integral. Precisamos formar líderes compromissados que sejam intelectual, emocional e espiritualmente maduros. Líderes compromissados cujas vidas pessoais sejam uma tragédia não são modelos atraentes para outros jovens.

Conversando sobre o assunto
1. Quais são as idéias importantes neste texto? 
2. Que tipo de dificuldades enfrentam os líderes da pastoral da juventude de nossa diocese ou grupo? 
3. Como superar estas dificuldades?

Pe. Jorge Boran
Presidente do CCJ,

Pistas Pastorais Para o Novo Milênio - Organizar cursos que possam ser facilmente reproduzidos (2) - Pe. Jorge Boran


Vimos no último artigo a importância dos encontros de jovens para motivar uma nova geração de participantes da Pastoral da Juventude. Neste artigo queremos falar dos cursos de liderança.

Nos últimos anos venho trabalhando com sucesso com um curso chamado "Curso de Dinâmica para Líderes" (CDL). O treinamento é dado em dois níveis. O primeiro é para aqueles que fazem o curso pela primeira vez. O segundo nível de treinamento envolve participantes que revelam qualidades de liderança e são convidados a voltar para atuar como monitores de futuros cursos. Essa estratégia de formação apoia-se num importante princípio pedagógico: a melhor forma de aprender algo é ensinar aos outros.

Tais cursos podem ser utilizados como uma estratégia para envolver os jovens, identificando líderes em potencial, treinando-os nas habilidades da liderança e construindo as estruturas de apoio necessárias para garantir um processo de evangelização que tenha continuidade.

Uma vez que os adultos e os jovens convidados a voltar para dar o curso aos outros são os que também foram treinados como líderes na pastoral juvenil mais ampla, há uma transferência automática das habilidades para outras situações: capacidade de coordenar encontros, de envolver e motivar o próximo, de usar técnicas de administração do tempo para encaixar concomitantemente tarefas múltiplas, de planejar para o futuro e aprender com os erros por meio de avaliações sistemáticas, responsabilidade em acompanhar os projetos até o fim e compromisso com a fé.

O entusiasmo gerado é contagiante, uma vez que os novos líderes colocam sobre seus ombros a responsabilidade de construir uma organização que colocará grupos de jovens e líderes andando juntos, mantendo-se permanentemente em uma base na qual eles podem esclarecer suas metas, aprender com seus erros e acumular experiência, de modo que cada nova geração de líderes não seja obrigada a "começar tudo de novo".

Conversando sobre o assunto
1. Quais são as idéias importantes neste texto? 
2. Há alguma idéia que possa iluminar o trabalho com jovens de nossa diocese ou grupo? Explique sua resposta.
Pe. Jorge Boran
Presidente do CCJ,

Pistas Pastorais Para o Novo Milênio - Organizar cursos que possam ser facilmente reproduzidos - Pe. Jorge Boran


Vimos no último artigo a importância de resultados concretos para motivar a nova geração de jovens – sobretudo os iniciantes. Os resultados concretos são importantes para motivar os jovens a dar outros passos de maior conversão e compromisso. Cursos que possam ser facilmente reproduzidos podem ser uma pista importante dentro desta lógica. Neste artigo trataremos dos encontros de jovens e no próximo artigo dos cursos de liderança.

A metodologia dos encontros de jovens pode ser uma estratégia eficaz para envolver a juventude e iniciar grupos de jovens. Os encontros da juventude ainda exercem uma grande fascinação nos jovens: a aventura de deixar suas casas por um fim de semana, dormir num lugar estranho, encontrar com outros jovens num ambiente cheio de alegria, excitação, leveza, cantar, debater problemas comuns, ouvir palestras excitantes que respondem a dúvidas e questionamentos pessoais. Os encontros podem utilizar-se de várias ferramentas de aprendizagem: dinâmica de grupo, teatro, biodança, música.

Não estou sugerindo aqui um retorno a uma pastoral que se limite a encontros de fim de semana. Um encontro pode ser um meio, não um fim; pode ser um estágio no processo da evangelização, mas não o ponto de chegada; ele pode ser usado como a isca inicial e também como a porta que abre novos horizontes para uma abordagem mais ampla de uma pastoral com a juventude.

É necessário uma comissão especializada que assuma a responsabilidade desses encontros. Um critério de seleção dos membros da comissão precisa ser estabelecido. Os membros precisam ter uma visão aberta que evite o sentimentalismo e a manipulação dos jovens. Casais e adultos – principalmente aqueles que tenham experiência de trabalho com jovens – são especialmentec indicados para esta tarefa. A comissão deve trabalhar em contato estreito com o grupo de coordenação da diocese para a pastoral da juventude, evitando o paralelismo
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Conversando sobre o assunto
1. Quais são as idéias importantes neste texto? 
2. Há alguma idéia que possa iluminar o trabalho com jovens de nossa diocese ou grupo? Explique sua resposta.

Pe. Jorge Boran
Presidente do CCJ,

EVANGELIZAÇÃO DA JUVENTUDE: CONTEXTO, CONSEQÜÊNCIAS E DESAFIOS

Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude – (RECIJU)
Setor Juventude – CNBB - Casa da Juventude Pe. Burnier - CAJU






EVANGELIZAÇÃO DA JUVENTUDE: CONTEXTO,
CONSEQÜÊNCIAS E DESAFIOS










Organizadores:
Carmem Lucia Teixeira
Hilário Dick, SJ

Para ser um bom grupo


O grupo de jovens é um espaço de crescimento do jovem na fé e na participação social. Para ser um bom grupo é preciso criar um ambiente acolhedor, onde os jovens possam fazer uma caminhada organizada até alcançar seus objetivos. As dinâmicas facilitam e tornam mais alegre este processo.


Apresentamos aqui 10 pistas para um bom grupo de jovens:
1. É bom que seja um grupo pequeno (10-15 jovens), para que todos possam se conhecer bem, ser amigos e participar de tudo.

Os Dez Mandamentos de um Bom Coordenador - Pe Jorge Boran


1)  Ter visão do objetivo do grupo

Um bom coordenador de grupo de jovens deve ter visão do objetivo do grupo e saber em que direção deve caminhar e, ao mesmo tempo, continuar aprofundando seus conhecimentos, através de cursos e leituras.

2)  Entender a metodologia

O QUE NÃO É UM GRUPO DE JOVENS


Embora os tipos descritos abaixo são exemplos de falsos grupos de jovens, muitos deles têm algo de positivo que pode ser aproveitado por um grupo de jovens verdadeiro. O importante é evitar o exclusivismo ou predomínio exagerado de determinados aspectos apenas.

O que é Grupo? - Madalena Freire

O que é Grupo?
 
Madalena Freire
Psicóloga e pesquisadora na área da educação
Autora do livro: “A paixão de conhecer o Mundo”

Segundo Pichon-Riviere pode-se falar em grupo, quando um conjunto de pessoas movidas por necessidades semelhantes de reúnem em torno de uma tarefa específica.
No cumprimento e desenvolvimento das tarefas, deixam de ser um amontoado de indivíduos para cada um assumir-se enquanto participante de um grupo, com um objetivo mútuo.
Isso significa também que cada participante exercitou sua fala, sua opinião, seu silêncio, defendendo seus pontos de vistas. Portanto, descobrindo que, mesmo tendo um objetivo mútuo, cada participante é diferente.. Tem sua identidade.

O jovem cresce no grupo

Além de amor e da opção pelos jovens, expressos em documentos da Igreja latino-americana, é necessário saber como convocar, reunir e o que fazer para que o grupo de jovens caminhe. O que presupõe um jeito de trabalhar as várias etapas pelas quais passam os jovens e, que não podem ser queimadas. O ponto de partida são as necessidades sentidas no contato com a realidade.